O Dipsodo
A palavra «dipsodos», com «s» no final, é derivada do grego e significa «sedento». Há uma variação dessa palavra, «dipsas», que dá nome a uma serpente peçonhenta da mitologia grega: Dipsas.
Portanto, o nome deste blog é oriundo desta palavra grega. A ausência do «s», por outro lado, é fruto da estupidez do proprietário deste blog.
Não sou escritor, este é apenas um canto onde pretendo estacionar meus pensamentos. Leitores podem vir como também podem não vir, e isso e a outra coisa não me importam muito. Caso contrário não teria usado o Blogger, mas teria ido para aquela outra plataforma «coquete», chamada Substack.
Mesmo assim, tem-se aqui não só um lugar para eventuais manifestações do meu espírito, mas também para eventuais peregrinos da internet em busca de uma leitura despretensiosa e com algum conteúdo. Seja este conteúdo profundo ou leve.
Compartilho sem problema as minhas idiossincrasias pessoais e intelectuais. Mas advirto! As mentiras e omissões poderão vir!
Disse que não sou escritor... mas escrevo. Prefiro dizer que sou leitor, isto digo com prazer, e é com o mesmo prazer que gosto de me apropriar deste título — leitor. Pois ler é muito melhor do que escrever.
Permita-me agora voltar por um breve momento àquela palavra — «dipsodos» —, porque não posso deixar de dizer que quem ma apresentou foi François Rabelais. Era só isso.
E, se há algo mais a falar, que aqueles que leio o façam!
Colubléo Arrezebe,
04 de março de 2026.
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«Leia o que bem entender.»
— Inscrição que Alberto Manguel pôs numa das portas de sua biblioteca.
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«— ¿Por qué publicamos?
— Para dejar de corregir.»
— A pergunta é de Alfonso Reyes; a resposta é do nosso amado Jorge Luis Borges.
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«Do mesmo modo, que o fogo de Santo Antônio os queime, o mal-de-terra os contorça, o raio os parta, a úlcera os cambaie, a diarréia os tome, a zipla os fuquefuque pacas, densa que nem fulo de vaca, reforçada de vivo argento, até raspar seu fundamento, e que nem Sodoma e Gomorra vocês caiam sobre enxofre, fogo e abismo, se não acreditam firmemente em tudo que eu contar na crônica presente.»
— Dito por Rabelais no Prólogo de «Pantagruel».
Boa leitura!
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